sábado, 16 de abril de 2011

29 – Jesus come com pecadores

29 – Jesus come com pecadores. Mt 9.10-13; Mc 2.15-17; Lc 5.29-32

Medite-se acerca do seguinte quadro sinótico da passagem em tela:

Mt 9.10-13

Mc 2.15-17

Lc 5.29-32

9.10 E sucedeu que, estando ele em casa, à mesa, muitos publicanos e PECADORES vieram e tomaram lugares com Jesus e seus discípulos.


2.15 Achando-se Jesus à mesa na casa de Levi, estavam juntamente com ele e com seus discípulos muitos publicanos e PECADORES; porque estes eram em grande número e também o seguiam.

5.29 Então, lhe ofereceu Levi um grande banquete em sua casa; e numerosos publicanos e OUTROS estavam com eles à mesa.

9.11 Ora, vendo isto, os fariseus perguntavam aos discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?


2.16 Os escribas dos fariseus, vendo-o comer em companhia dos pecadores e publicanos, perguntavam aos discípulos dele: Por que come [e bebe] ele com os publicanos e pecadores?

5.30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores?

9.12 Mas Jesus, ouvindo, disse: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

2.17 Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.

5.31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes.

9.13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores [ao arrependimento].

5.32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento.

A passagem em estudo ocorrera depois que Jesus chamou Mateus, também chamado Levi, para o seguir (Mt 9.9; Mc 2.13-14; Lc 5.27-32). Mateus ficou tão feliz com esse chamado que ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa, de modo que numerosos publicanos e outros foram convidados para celebrar aquela festa.

Nesse contexto, comente-se que os evangelhos de Mateus e Marcos fazem menção ao termo “pecadores”, já o evangelho de Lucas faz menção ao termo “outros”. É possível que o evangelho de Lucas tenha feito essa diferenciação, em virtude de que seu objetivo precípuo é mostrar o caráter humano de Jesus, isso porque Ele é o verbo que se fez carne (homem). Todavia, Lucas, não obstante colocar em relevo a hombridade de Jesus, de forma alguma o confunde com pecador, porquanto Jesus é o Homem Perfeito.

Ressalte-se que nessa ocasião, os escribas e fariseus se incomodaram sobremaneira com o fato de Jesus comer e beber com publicanos e pecadores, isso porque para os fariseus, comer com os publicanos e pecadores constituía um ato de amizade e de aceitação.

Nessa toada, não se olvide que os fariseus eram membros do principal setor religioso judaico da época, ou seja, constituíam o grupo dominante daquela sociedade. Já os escribas eram conhecidos por serem “mestres e intérpretes da lei” (Mt 22.35; Lc 5.17) e estavam particularmente associados aos fariseus (Mc 2.16).

Ora, malgrado os fariseus e escribas conhecerem as escrituras não compreenderam a lição básica de que “Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável.” (At 10.34-35)

Os publicanos, por sua vez, eram pessoas que cobravam impostos para o governo romano. Eram menosprezados política, social e religiosamente. Às vezes, o termo equivalia a pecadores, observando-se que os fariseus chamavam pecadores aos que não interpretavam a Lei como eles ou exerciam profissões pouco honrosas, (BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA).

Ato contínuo, tendo Jesus percebido que os seus discípulos eram arguidos acerca do fato de estarem celebrando uma festa com pessoas consideradas “indignas”, respondeu: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores.” (Mc 2.17), afinal de contas “há maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lc 15.7).

Dessarte, ao usar a expressão “justos”, Jesus parece referir-se, ironicamente, aos que se consideravam bons e não viam a necessidade de voltar para Deus, (BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA).

Por fim, saiba-se que a expressão “Misericórdia quero e não holocaustos” (Mt 9.13), também é citada em Mt 12.7, e faz alusão à Oséias 6.6, ocasião em que o profeta Oséias “insistiu que os atos de compaixão e bondade são mais importantes que oferecer sacrifícios no templo.”, (BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA).

Diante do exposto, Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra. (...) Pois misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” (Os 6.3,6)

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil. Revista e Atualizada – 2° Edição, 1999.

4 comentários:

  1. belissímo estudo.. aprendi bastante e que Deus continue abençoando..

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  2. gostei muito, deste estudo com o senhor jesus e perfeito ....
    e digno si de toda hora toda gloria e todo louvor...

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  3. otimo estudos asin eleva o crenti aser mais conpreto

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  4. Antonio alves de paula eu otimo estudo assim eleva o crenti a ser mais conpleto, jesus e o senhor.o primeiro e ultimo o começo e o Fim

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