quarta-feira, 11 de maio de 2011

38 - A cura de endemoninhado(s) gadareno(s).

38 - A cura de endemoninhado(s) gadareno(s). Mt 8. 28-34; Mc 5.1-14; Lc 8.26-34

Medite-se acerca do seguinte quadro sinótico da passagem em tela:


Mt 8. 28-34

Mc 5.1-14

Lc 8.26-34

8.28 Tendo ele chegado à outra margem, à terra dos gadarenos, vieram-lhe ao encontro dois endemoninhados, saindo dentre os sepulcros, e a tal ponto furiosos, que ninguém podia passar por aquele caminho.

5.1 Entrementes, chegaram à outra margem do mar, à terra dos gerasenos. 5.2 Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo, 5.3 o qual vivia nos sepulcros,

8.26 Então, rumaram para a terra dos gerasenos, fronteira da Galiléia. 8.27 Logo ao desembarcar, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que, havia muito, não se vestia, nem habitava em casa alguma, porém vivia nos sepulcros.


5.3 (...) e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo; 5.4 porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo. 5.5 Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre os sepulcros e pelos montes, ferindo-se com pedras.

[8.29 (...) pois muitas vezes se apoderara dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e grilhões, tudo despedaçava e era impelido pelo demônio para o deserto.]

8.29 E eis que gritaram: Que temos nós contigo, ó Filho de Deus! Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?

5.6 Quando, de longe, viu Jesus, correu e o adorou, 5.7 exclamando com alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!

8.28 E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes.


5.8 Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem!

8.29 Porque Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem, pois muitas vezes se apoderara dele. E, embora procurassem conservá-lo preso com cadeias e grilhões, tudo despedaçava e era impelido pelo demônio para o deserto.


5.9 E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos.

8.30 Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Legião, porque tinham entrado nele muitos demônios.


5.10 E rogou-lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país.

8.31 Rogavam-lhe que não os mandasse sair para o abismo.

8.30 Ora, andava pastando, não longe deles, uma grande manada de porcos.

5.11 Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos.

8.32 Ora, andava ali, pastando no monte, uma grande manada de porcos; (...)

8.31 Então, os demônios lhe rogavam: Se nos expeles, manda-nos para a manada de porcos.

5.12 E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos para os porcos, para que entremos neles.

8.32 (...) rogaram-lhe que lhes permitisse entrar naqueles porcos. (...)

8.32 Pois ide, ordenou-lhes Jesus. E eles, saindo, passaram para os porcos; e eis que toda a manada se precipitou, despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, e nas águas pereceram.

5.13 Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram.

8.32 (...) E Jesus o permitiu. 8.33 Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do lago, e se afogou.

8.33 Fugiram os porqueiros e, chegando à cidade, contaram todas estas coisas e o que acontecera aos endemoninhados.

5.14 Os porqueiros fugiram e o anunciaram na cidade e pelos campos. Então, saiu o povo para ver o que sucedera.

8.34 Os porqueiros, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos.


Comente-se inicialmente que o episódio em tela ocorrera depois que Jesus ordenou que passassem para outra margem (Mc 4.35), ou seja, “à terra dos gerasenos” (Mc 5.1), referindo-se, portanto, à “margem oriental do mar da Galiléia, habitada por pessoas não judias.” (BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA), do que se pode aduzir o propósito de Jesus: dar a conhecer a todos os povos a Sua salvação universal.

Nesse contexto, saiba-se que “a região de Gadara pertencia a Decápolis (Mt 4.25), onde uma boa parte da população não era judia, ali predominava a cultura helenística grega”. Saiba-se, outrossim, que “o nome Decápolis significa Dez cidades. Era uma confederação composta originalmente de dez povoações greco-romanas, nove das quais estavam situadas a leste do rio Jordão” (BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA).

Ato contínuo, observe-se que no evangelho de Mateus há a referência de “dois endemoninhados” (Mt 8.28), enquanto que em Marcos e Lucas faz-se menção de apenas de “um homem” (Mc 5.1; Lc 8.27). Malgrado isso, as passagem possuem grande semelhança, do que se pode depreender que realmente tal episódio constituiu uma única ocasião, não obstante não conseguirmos aduzir o porquê dessa diferença, se é que há um porquê.

Nessa toada, comente-se que o mesmo fenômeno ocorreu na passagem de quando Jesus cura dois cegos de Jericó (Mt 20. 30), sendo que em Marcos e Lucas faz-se referência de apenas um cego (Mc 10.46; Lc 18.35), destacando-se que Mt 9.27 (sem paralelos nos sinóticos), menciona-se a cura de dois cegos. Diante desse “mistério”, propomos a meditação nessas passagens, para, quem sabe, Deus o revele...

Ato contínuo, saiba-se que nessa “região havia grutas naturais que eram usadas como sepulcros. Além disso, cria-se que os sepulcros eram a habitação preferida dos demônios.” (BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA) e que quando o endemoninhado disse: “(...) Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes!” (Mc 5.7), foi possível que Jesus manifestasse a sua glória perante aqueles que ali se faziam presente, uma vez que até os espíritos imundos o identificavam como o Filho do Deus Altíssimo (Cf. Mc 1.24; 3.11; Lc 4.41).

Saiba-se ainda que a expressão “Antes do tempo” (Mt 8.29) faz alusão ao dia do juízo, quando Jesus, o reto Juiz, dará a coroa da justiça, a qual está guardada, a todos quantos amam a sua vinda. (II Tm 4.8). Quanto aos porcos, observe-se que como as pessoas que habitavam aquela região não eram judias, elas não os consideravam como animais impuros, tal qual faziam os judeus (cf. Lv 11.7). Em relação ao nome do espírito, saiba-se que “legião era uma parte do exército romano que contava com um máximo de 6000 soldados. O homem se chamava assim por causa do grande número de demônios que o possuíam.” (BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA).

Por fim, ressalte-se que, apesar de Jesus não ter sido bem recebido pelos gadarenos, como veremos na passagem a seguir, não foi à toa que Ele esteve ali, pois para todas as coisas há propósitos de Deus, os quais de modo algum podem ser frustrados (Jó 42.2), portanto, destaque-se que Os porqueiros, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e pelos campos.” (Lc 8.34), logo, aquela ocasião foi sobremaneira propícia para o anúncio de Jesus aos povos não judeus, ou seja, aos gentios.

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil. Revista e Atualizada – 2° Edição, 1999.

Um comentário:

  1. pois bem, jesus e maravilhoso que libertou ,o gadareno por isso lhe digo so a nossa fé em jesus ,que acontece algunha coisa ,pois sem nada podemos faser .

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